Um Dia do Motociclista para planejar roteiros

Comemorar o Dia do Motociclista “viajando” por roteiros on-line é algo que nos parecia inusitado. Mas foi assim que este 27 de julho de 2020 foi lembrado. 

Por do sol numa praia do Atlântico Sul. Click: Giovani Santos

Com exceção de percursos curtíssimos e imprescindíveis, viajar sobre duas rodas no pós-pandemia precisa de um planejamento detalhado. É preciso prever o período mais adequado e a duração do roteiro. Isto porque deve-se considerar a proximidade de atendimento médico e hospitalar, adequar a conduta com respeito às novas normas impostas pelos órgãos de saúde – o “novo normal” – e, ainda, proteger a vida e o meio ambiente. 

Uma tarde nas ruas de Curitiba. Click: Theo Marques

Pesquisadores e autoridades brasileiras e de outros países ligadas ao turismo apontam para uma recuperação lenta do setor. Inicialmente, a procura recairá sobre roteiros mais acessíveis, em locais tranquilos e próximos à moradia de quem busca sair da rotina.  

O turismo de aventura e o turismo ecológico (ecoturismo) serão, certamente, os mais procurados. Para os adeptos do motociclismo, sentir o vento no rosto após um longo período de isolamento contribui para aliviar as tensões. Um curto trecho de rodovia (pavimentada ou não) para um almoço numa área rural ou percorrer uma trilha para conhecer saltos e cachoeiras são opções interessantes. 

Em todas as regiões do Brasil é possível se deslocar, em curtos trajetos, para destinos que permitem sossego e lazer, tais como parques, reservas e áreas de proteção ambiental.  

Viagens de longa distância ficam para depois, como esta ao Museu do Autódromo Termas de Rio Hondo, Província de Santiago Del Estero, onde anualmente ocorre o MotoGP – Grande Prêmio da Argentina.

Intenção de viagem

Um levantamento realizado pela plataforma Hoteis.com mostrou que mais da metade dos brasileiros planeja voltar a viajar após o fim da pandemia e 47% deles visam os atrativos nacionais como principal opção para visitar. O litoral brasileiro se destaca e as capitais mais cobiçadas são Florianópolis (32%), Fortaleza (29%), Recife (23%), Rio de Janeiro (22%) e Salvador (20%).

De acordo com a pesquisa, 53% dos entrevistados vão priorizar passeios com a família e 46% escolherão destinos ao ar livre para evitar aglomerações, como cachoeiras e praias. Outro dado importante é que após a experiência de meses de confinamento, 70% dos entrevistados afirmaram que passaram a valorizar o hábito de viajar e desejam aumentar a frequência de viagens após o afrouxamento das restrições.

Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Click: Susana Branco

Parques reabertos

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) reabriu, na segunda semana de julho/2020, o Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. Em junho/2020 outros parques nacionais foram reabertos: Aparados da Serra e Serra Geral, nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul; o de Brasília; o de Foz do Iguaçu , no Paraná e os Lençóis Maranhenses, no Maranhão.

Entre as medidas adotadas nesses parques para garantir a segurança sanitária, está a redução no número de visitantes e o distanciamento mínimo de dois metros entre as pessoas. Além disso, há restrições ao uso de algumas áreas para evitar aglomeração de pessoas, tais como o acesso a mirantes, áreas de convivência ao ar livre, espaços para piquenique e churrasco. 

Sentir o vento no rosto é um bom motivo para tirar a moto da garagem. Click: Theo Marques

Sul e Sudeste

Ótima opção próxima às capitais de São Paulo, Paraná e Santa Catarina é a grande Reserva de Mata Atlântica, que compreende uma faixa litorânea desde o litoral sul paulista, passando pelo litoral paranaense e o litoral norte catarinense. São áreas protegidas que oferecem diversas alternativas de passeios, especialmente os voltados ao ecoturismo. 

Assim, no estado de São Paulo, pode-se visitar as cavernas do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (Petar), as ilhas Comprida, do Cardoso e, no Paraná, a ilha do Superagui e a baía de Guaratuba. 

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